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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007

O retrato

O retrato está pousado sobre a mesa. Lá fora, o sol toca as árvores do parque. São duas pessoas: a mãe e o filho, a lembrarem aquilo que foi. O tempo passa e leva com ele o passado. As memórias tornam-se difusas, dir-se-ia que só os retratos permitem que se saiba ter existido cada um desses rostos.
Levantou-se. Olhou as árvores. E lembrou: ”
 
Continuação:
 
            - Mãe quando eu era pequenino corria atrás das folhas caídas do parque.
            -Lembro-me disso e também me lembro perfeitamente quando tu tinhas 2 anos e estavas aqui sentado a fazer montes de folhas. Pegavas nas folhas que estavam caídas em volta de uma árvore e tentavas fazer castelos como se fossem de areia, e começavas a chorar quando o vento te levava as folhas todas pelo ar. – Acrescentou a mãe.
            - Disso não me lembro, mas lembro-me de vir para aqui e sentar-me no teu colo e tu contares-me histórias sobre o que eu tinha feito em pequeno. Algum tempo depois não voltei mais para aqui até hoje, pois tinha entrado para a escola e já não tinha tempo como antigamente. – Disse David.
            David tinha 13 anos era magro, alto, o cabelo dele era loiro e os olhos verdes.
            O parque era um lugar muito especial para David pois tinha sido lá onde ele aprendeu a falar, andar, correr, jogar à bola, andar de bicicleta, cantar…
            David tinha uma voz formidável cantava muito bem a mãe dele adorava-a.
            A mãe dele indagou:
            - Porque é que nunca mais vieste para o parque? Não foi com falta de tempo porque tu aos domingos podias vir para aqui!
            - Podia, mas é que…- Retribuiu-lhe David.
            - É que…? – Questionou a mãe curiosa – O que é que se passou para tu não quereres vir mais para o parque?
            David ganhou coragem e tocou pela primeira vez no assunto com a mãe:
            - A última vez que eu vi o pai foi neste parque e como ele partiu eu nunca mais tive coragem de vir para aqui sozinho tinha medo de que alguma coisa acontece-se.
            - Eu também fiquei muito mal quando o teu pai partiu, mas é o destino de cada um de nós. Não podemos deixar-nos ir a baixo ainda somos muito novos e temos muito tempo para viver. Mas é só isso? – Indagou a sua mãe.
            - Não, mas o pai não nos podia deixar assim sem uma razão por causa dele nunca mais quis vir para este parque, deixei de cantar…- Corresponde David.
            - Então foi por isso que tu nunca mais voltas-te a cantar só este parque te inspirava! Eu entendo-te mas podias cantar agora que eu estou contigo? Tenho muitas saudades de quando tu cantavas. Por favor canta tenho de ouvir a tua voz para ver se ainda continua afinada. - Suplicou a sua mãe.
            - Claro que canto para ti vais ver que a minha voz ainda continua afinadíssima e bela! – Disse David a rir.
            David tinha um sonho enorme poder ser cantor. Mas para isso tinha de continuar os estudos pois só assim poderia ser cantor no futuro.
            A partir daquele dia David e sua mãe ia sempre que pudessem ao parque e ai David cantava para a sua mãe e nunca ficava rouco pois as músicas que cantava eram belas e não era precisão muito esforço para cantar.
    
 
 
publicado por Diário de Diana às 11:20
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O menino Chinês

Não se encontra loja mais barata que a Pérola de Macau.Tem de tudo: coisas úteis e inúteis, habituais e exóticas, toscas e delicadas. Por isso, na véspera de Natal, formam-se bichas apressadas mas hesitantes nos seus dois corredores, entre as estantes atafulhadas.
Até ao início das férias era um casal de chineses recém-chegados que atendia os fregueses. Sabiam uma dúzia de frases em português que misturavam com gestos e sorrisos.
-
Que quele? Pode vele.
Faziam as contas nas costas de um papel impresso com gatafunhos orientais e apresentavam-nas aos clientes, silenciosos.

Mas em meados de Dezembro meteram o sobrinho, que anda na escola, como ajudante. Na verdade é ele quem orienta a loja. Magrinho, com olhos em bico, parece movido a electricidade. Recebe as pessoas à porta, condu-las até à prateleira das molduras, das velas, das porcelanas, faz sugestões, indica preços.

Continuação:

 
            A história de Yõu Sãi é igual a muitas outras que podemos encontrar pelo mundo. Os meninos e meninas jovens são que trabalham nas grandes empresas.

           Yõu Sãi tinha muitas saudades do seu país, dos seus pais, e dos seus amigos, mas não queria voltar para a China porque se não teria de voltar a trabalhar numa grande empresa da Nike, ele detestava o seu trabalho acordava as 5horas da manhã e só chegava a casa às 23horas e havia dias que nem a casa ia.

            Um dia os tios de Yõu Sãi tiveram uma complicação na loja pois não tinham pago a renda já a 5 meses e como tinham muitas despesas não conseguiram manter a loja aberta. Como a loja tinha fechado Yõu Sãi tinha de voltar para a China.
            Yõu estava muito triste por ter de voltar às condições miseráveis daquela empresa. Até que se lembrou de procurar emprego em Portugal, mas não era possível ele poder trabalhar pois não tinha o 9ºano.
            Os tios tiveram muita pena dele mas não podiam estar mais tempo sem trabalhar pois a tia de Yõu Sãi estava grávida e não tinha dinheiro para começar a comprar vestuário e todo o que é preciso para um bebé.
            Yõu Sãi teve de ir mesmo para o seu país. No dia 23 de Agosto às 5 horas da manhã. Quando chegou a Macau tinha a sua família à espera deles.
            A mãe de Yõu Sãi tinha preparado uma surpresa para ele, quando Yõu começou a falar com a mãe sobre o trabalho ela disse-lhe que ele não voltaria a trabalhar mas que iria estudar.
            Yõu Sãi ficou muito feliz e conseguiu o 9º ano, 12º ano e entrou na universidade para tirar o curso de medicina.
             Agora com 27 anos trabalha no hospital D. Maria Estefânia em Lisboa, é casado tem uma filha com 2 meses de idade.
            Sempre que Yõu Sãi vai comprar uma peça de vestuário ou calçado nunca compra da marca da Nike porque lembra-se do tempo em que era explorado.
publicado por Diário de Diana às 11:13
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