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Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

No comboio descendente

No comboio descendente

Vinha tudo à gargalhada,
Uns por verem rir os outros
E os outros sem ser por nada –
No comboio descendente
De Queluz à Cruz Quebrada…
 
No comboio descendente
Vinham todos à janela,
Uns calados para os outros
E os outros a dar-lhes trela –
No comboio descendente
Da cruz quebrada a Palmela.
 
No comboio descendente
Mas que grande reinação!
Uns dormindo, outros com sono,
E os outros nem sim nem não –
No comboio descendente
De Palmela a Portimão.
 
Autor: Fernando Pessoa
publicado por Diário de Diana às 19:59
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