.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Fevereiro 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27

.posts recentes

. Castigo de Floribella

. Texto descritivo

. Publicidade

. O tesouro dos sentidos

. Coisas deste livro

. No comboio descendente

. Poema

. Liberdade

. Escrita Criativa

. "Acordei uns dias depois....

.arquivos

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Outubro 2008

. Março 2008

. Janeiro 2008

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

blogs SAPO

.subscrever feeds

Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

Poema

 

Não quero as oferendas
Com que fingis, sinceras,
Dar-me os dons que me dais.
Dais-me o que perderei,
Chorando, duas vezes,
Por vosso e meu, perdido.
 
Antes me prometais
Sem mo dardes, que a perda
Será mais na esperança
Que na recordação.
 
Não terei mais desgostos.
Que o continuo da vida.
Vendo que com os dias
Tarda o que espera, e é nada
 
Não canto a noite porque no meu canto
O sol que canto acabará em noite.
Não ignoro o que esqueço
Canto por esquecê-lo
 
Pudesse eu suspender, ainda que em sonho,
O Apolíneo curso, e conhecer-me,
Ainda que louco, gémeo
De uma hora imperecível!
 
Não quero recordar nem reconhecer-me
Somos de mais se olhamos em quem somos.
Ignorar que vivemos
Cumpre bastante a vida.
 
Tanto quanto vivemos, vive a hora
Em que vivemos, igualmente morta
Quando passa connosco,
Que passamos com ela.
 
 
 
Se sabê-lo não serve de sabê-lo
(Pois sem poder que vale conhecermos?)
Melhor vida é a vida
Que dura sem medida.
 
publicado por Diário de Diana às 19:57
link do post | comentar | favorito
|

.links