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Segunda-feira, 31 de Março de 2008

Escrita Criativa

Ao entardecer os campos enchiam-se de neblina, o Pico ficava baço e monumental nas águas. Dos lados da estrada da Caldeira sentiu-se uma tropelada, depois pó e um cavaleiro no encalço de uma senhora a galope.
- Slowly! Let go him alone…
Os cavalos meteram a trote e puseram-se a par. O de Roberto Clark vinha suado, com um pouco de espuma na barriga e sinal de sangue num ilhal. O de Margarida, enxuto, meteu a passo.
- Ah, não posso mais…

Continuação

 

            Margarida sabia que não podia parar, mas não estava a aguentar até que Roberto lhe disse:

            - Anda para o meu cavalo, amarramos o teu a uma árvore e assim podes descansar.

            - Prefiro ir no meu não o quero deixar aqui sozinho, mas obrigado. – Disse Margarida.

            Eram 19horas e ainda não tinham chegado ao cimo do Pico e Roberto questionou:

            - Tu e o teu marido dão-se bem?

            - Desculpa! Mas o que é que tu tens a ver com isso? – Perguntou Margarida espantada.

            - Eu não tenho nada a ver com isso, mas na quarta-feira quando o teu marido chegou a casa não gostou de me ver e à noite ouvi-vos discutir.

            - O meu marido e eu damo-nos bem, ele é que anda sempre em viagens e estranhou a tua presença, mas não se importa. A discussão não foi por tua causa, não te preocupes, é normal em todos os casais existir discussões!

            Com esta resposta ficaram os dois calados quase até chegarem ao cimo do Pico.

            Margarida suspirou quase todo o caminho olhando de vez em quando para o seu amigo de longa data. Roberto olhava-a constantemente pois queria-lhe dizer o que sentia já à muito tempo por ela. 

            - Estamos quase a chegar! – disse Margarida sorrindo – Mas tenho medo que a minha filha não esteja lá.

            - Não sejas pessimista, a tua filha vai voltar para casa ainda hoje tenho a certeza! – Disse confiante Roberto.

            Chegaram num instante ao cimo.

            - Queres que vá contigo? - Inquiriu Roberto.

            - Não! Fica aqui e se eu precisar de alguma coisa mando um grito. – respondeu Margarida.

            Margarida andou um pouco mais e desapareceu no nevoeiro. Olhou à sua volta, mas não viu ninguém até que lhe tocaram.

            - O que é que estás aqui a fazer? – Perguntou ela.

            -Estava à tua espera! – respondeu o marido dela.

            - Não acredito que foste tu que raptas-te a nossa filha! Porque é que fizeste isto?

            Nesse instante ouve-se um tiro e o marido de margarida cai no chão. Ela chama Roberto e pergunta-lhe:

            - Foste tu que o matas-te?

            - Não! Baixa-te podem mandar outro tiro!

            - Então quem foi?

            - Cuidado! Eu não sei quem o matou.

            Ao mesmo tempo que ele responde passa um homem de cavalo com uma arma no mão.

            Margarida levanta-se e começa a chamar pela filha, Roberto também a ajuda a procurar. Ela procurou por todo o lado até que a encontrou. Estava amarrada a uma rocha com a boca tapada.

            - É melhor irmos embora eu levo o corpo no meu cavalo. – Disse Roberto.

            - Mãe que corpo é que o Roberto vai levar? – Questionou Ana.   

            - É o corpo do teu pai, ele está morto! – disse Margarida chorando.

            Ana chorou todo o caminho e quando chegou a casa disse:

            - Foi o meu pai que me levou e quando ele estava a falar contigo apareceu o amigo do pai e disse que ele era um violador e disparou, mas eu pensei que não tinha acertado nele.

             - É melhor ires tomar um banho, estás muito fria e precisas de ir tomar dormir. – Disse Margarida.

            Ana assim o fez enquanto Margarida ficou na sala com Roberto.

            - Margarida eu sei que não é o momento mas eu não consigo guardar mais isto para mim… - disse Roberto.

            - Diz o que é! – Pediu Margarida.

            - Eu estou apaixonado por ti! Desde que nos conhecemos eu sei que tu não sentes a mesma coisa por mim mas queria que soubesse.

            - Não estava à espera disso, mas como tu o dizes-te não é altura de falar-nos sobre isso! Desculpa, mas estou muito triste pelo que se passou. Boa noite.

            - Boa noite. Qualquer coisa chama.

            - Está bem.

            No dia seguinte Margarida organizou todo para ir até à capela onde estava o seu marido. Quando abriu a porta para sair estava lá o homem que tinha matado o seu marido.

            -O que estás aqui a fazer? – Perguntou Margarida fingindo que não sabia o que se tinha passado.

            - Quero dizer-te umas palavras se pode ser eu sei que estás de saída, mas eu não me demoro muito. – Disse ele.

            - Entra! Senta-te! – Disse ela.

            - eu sei que tu sabes que foi eu o assassino mas eu só fiz aquilo porque o Manuel matou à um mês a minha sobrinha.

            - Mas, ela estava em viagem! E porque é que ele iria fazer uma coisa dessa?

            - Ele disse-te que estava em viagem, mas na verdade não estava. Ele foi à casa da minha sobrinha violou-a e eu tinha de ir a casa dela por causa de uma carta que foi de engano para minha casa. Quando ia a bater à porta ouvi um tiro. Deitei a porta a baixo e ele estava despido e com a arma na mão. Eu disse-lhe que me ia vingar do que ele fez. Ontem à noite seguiu e viu violar a tua filha. Quando tu chegas-te eu perdi a cabeça e matei-o.

            - O quê? Isso não pode ser possível! Ou melhor pode agora entendo porque a Ana não quer ir ao funeral. – Disse Margarida.

            - Eu vou ter de ir embora, assim também não te atraso mais. Adeus. – Disse ele com pressa.

            Quando bateu a porta Margarida foi falar com Ana e ela confirmou todo.

            No dia seguinte depois do funeral Roberto foi com Margarida para casa e pelo caminho ela contou-lhe todo o que se tinha passado. Roberto ficou de boca aberta mas não disse nada.

            Os dias propagaram-se e já passaram quatro anos que o marido de Margarida morreu.

            Margarida apaixonou-se por Roberto, eles casaram-se e tiveram três filhos e Ana entrou para a universidade para tirar o curso de polícia, pois queria prender todos os violadores de adolescentes.

publicado por Diário de Diana às 19:49
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